Textos

DEVO UM ESCLARECIMENTO...
 
Honra me a atenção de alguns e talvez muitos que acompanham as minhas sandices e manifestações generalizadas sobre matérias gerais e pontuais que há tempos venho empreendendo no “recanto das letras”, onde a atividade de escriba se manifesta de forma praticamente fisiológica tal qual se alimentar e realizar ainda algo na vida que já se prorroga no tempo. E –dentro do comum dos mortais-não sei até onde chegarei e reconheço com extrema resignação a soma dos anos que suporto já são extravagantes e excepcionais, eis que só para citar o meu falecido pai não chegou a conhecer seu genitor italiano- Gennaro que chegou ao cais do porto em Santos com  pai e mãe,  irmãos e irmãs que se dissiparam no território brasileiro e uma vez perguntando a minha falecida mãe, onde estaria enterrado o pai do meu pai, ela simplesmente disse: “menino...deixa prá lá essas coisas...” E, por consequência –pela obviedade de terem todos falecidos – jamais saberei onde estaria o meu avô Gennaro que casou em Bocaina(SP) e cujo atestado (duvidoso) informava que a “causa mortis” era hérnia.
A rigor nunca me conformei com essa informação de documento mal elaborado e sem alguma responsabilidade científica do médico que o subscreveu...Seria mesmo hérnia?
Tenho no sangue a curiosidade de saber coisas impossíveis hoje de desvendar, eis que os túmulos reservam tantos mistérios que a origem do universo.A criança da minha época não precisava saber de nada,absolutamente nada.
Na qualidade de jornalista profissional, forjado em duras pelejas em SAMPA, onde a juventude era o mantra da curiosidade, vou morrer sem saber nada do pai do meu pai, muito embora há no documento de casamento que sua profissão era “artista”.  Não poderia ser outra...era italiano...
Quando se chega no “stratus” da idade –já avançada você ainda mantém questionamentos da própria infância e juventude.Sempre fui um questionador e talvez por tal índole o jornalismo fui a primeira profissão –numa carreira cheia de procuras e de respeito ao conhecimento e a retidão ante uma sociedade hipócrita e absurdamente desigual.
Desde janeiro do presente ano (2018) nada escrevo e o que existe é assuntos antigos e esgotados, mas para minha surpresa ainda há amigos no Exterior e no País sempre a procura de alguns temas, que ficaram para trás e não mais tenho a certeza de alguma utilidade ou razão de ser.Deixando em janeiro do corrente –curiosamente- não perdi meus eventuais leitores, eis que por trás no site há estatística que não identifica a identidade dos meus amigos pacenciosos.Fornece os paises e os chamados "favoritos"...
A gente tenta persistir no uso da palavra escrita só por absoluta teimosia, porém, creio que alguns entendem ... Ultimamente, estamos infelizes neste País carregado de um povo bovino e poucos entes interessantes para ler e acompanhar, muito embora, ao longo do recanto das letras,nunca houve quem com descortesia ou incompreensão me retratasse de qualquer forma, por assuntos, matérias e qualquer manifestação literária ou não."Deo gratias".
Há no meio social nacional um desânimo institucionalizado com tudo e com todos... e, na verdade merecemos essa indignação, revolta e insatisfação, eis que ainda não formamos uma nação ao nível de outros países mais desenvolvidos e por consequência, uma simples “gripe” lá fora, no Exterior, dada a nossa reconhecida fragilidade institucional, social etc e tal, aí pegamos uma grave “pneumonia”.  
Com alguma tristeza e até onde sei e eventualmente entendo o Brasil só será um País supostamente justo daqui 10 anos para a frente, a partir desta com um índice indigesto de desemprego, má gestão pública em quase todos os setores, uma parada parcial da orgia empresarial e de muitos em assaltar o erário –em todos os níveis- e uma população vinculada ao “populismo”- sem juízo, produto da desvalorização do professor e do conhecimento, em favor só da extração de produtos naturais como o ferro, aço bruto, etc. inclusive de madeiras ainda preservadas e que acabam com o patrimônio nacional de forma criminosa e deslavada.
Horizontes negros apontam para as eleições gerais próximas e os apaniguados tentam mais uma vez ou a reeleição ou a mantença do “status quo” do tempo da colonização,exploratória, extrativista e desleal, querendo sempre ter um governo sob a mesma égide(sócio)...o suborno e a prevaricação, típico comportamento que o povo aceita, desde que não se mude o que está. Diga-se o Brasil Colônia e a Proclamação da República esta, na época, nem teve a participação nacional,na integralidade. Somos um País hoje dividido entre o Norte, Nordeste e Sul e Sudeste. Todos com interesses diversos, cada um em particular ou geral, olhando para o seu umbigo. Assim, como anda hoje o bonde...não chegamos a lugar algum.
Estamos todos desconfortáveis com o futuro do País...Se não houver um consenso geral de notáveis para uma grande reforma...mesmo com eleições nada ocorrerá a bem do País.
Por outro, continuarei ainda a não saber onde repousou eternamente meu avô...Embora isso não tenha alguma importância para outrem...E,certo o que vem por aí genericamente não resolverá o grave problema nacional que se atola este País verde e amarelo.
 
 
 
 
helion verri
Enviado por helion verri em 12/07/2018
Alterado em 12/07/2018
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