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NA DÉCADA DE 80 JÁ TINHA A
“SINDROME DE JANOT”...
 
Ao longo de 1976 a 1992 –conforme já disse- honrosamente lecionei na UNICAMP, em Limeira e Campinas, tendo a dura responsabilidade abordar-semanalmente- 5 (cinco) disciplinas ligadas ao Direito e à Administração, aos universitários sendo que em Campinas eram aulas aos engenheiros já formados e empregados em diversas empresas da região para especialização em “segurança do trabalho”, em convênio com a FUNDACENTRO do Ministério do Trabalho. Portaria 3214/78.Hoje, já existe curso completo na especialidade em nível universitário nessa importante área. Recorde-se que a edição dessa Portaria foi obra do presidente Geisel, eis que a ONU e o mundo já clamavam para a diminuição de acidentes do trabalho no Brasil, em especial na construção civil. Ponte Rio-Niterói- Usina de Itaipu- rodovias Belém-Brasília e assim vai.
Em meados da década de 80, na fase pré-constituinte, em Brasília, foi criado um grupo de trabalho em Limeira para, durante uma semana, ser discutido e abordado o tema da futura Constituição, em elaboração/discussão e que foi finalmente promulgada em 1988,com pompas e circunstâncias. O público assistente era grande, composto de pessoas comuns, de professores e alunos, todos curiosos e sedentos de saber sobre o Direito Constitucional, em área que não lhes pertenciam como matéria, eis que –curiosamente- o fundador da UNICAMP, Zeferino Vaz,(médico), entendia (erroneamente) que não deveria existir o curso de Direito na Universidade que fundou, com  competência. Dizia que Direito era um curso só de insalivação...(sic).Acho que se enganou...
Convidado pelo grupo a realizar a penúltipla palestra falei quase por 2(duas) horas explanando o que significava uma nova Constituição, mas alertando que nem tudo seria resolvido com uma nova Carta Magna. O País necessitava de outras tantas reformas. Enfim, dei o meu recado, muito embora e percebia até que alguns entendiam que a nova Constituição seria a chamada “salvação da lavoura”...Enganaram-se. Uma espécie de  bravata  e/ou leda esperança de um Brasil melhor. Enfim...
O último palestrante da semana,  convidado foi o atual presidente da República e na época já era deputado federal constituinte: Michel Temer, que nasceu em Tietê,interior do Estado de São Paulo.
No dia não compareci, eis que a rigor não tinha nenhum interesse em conhece-lo e, por outro, tratava-se de um político. Um a mais que assola o País.
Sempre, desde jovem, tive aversão aos políticos ao longo da  juventude e não seria naquela altura um ouvinte que estaria presente para prestigiar alguém que fosse dessa envergadura.
Por outro lado:Para confirmar o que digo, na última eleição para o Congresso Nacional chovia e-mails de um tal de candidato da região cujo nome seria um Thame qualquer que me convidava a debater o problema da corrupção nacional. Ao que parece seria do PSDB.
Só para provar a sinceridade desse candidato-indivíduo respondi o e-mail dizendo para marcar dia e hora para a discussão desse atual e importante tema: corrupção!!!
Nenhuma resposta esse candidato deu...
Sabe por quê ?
O e-mail era mandado não por ele, pessoalmente, mas por um computador robô. E, certamente nenhum robô jamais resolveria o grave problema nacional...nem mesmo esse candidato que ao que parece não se reelegeu.
 
Devemos nos convencer que POLÍTICA não deve ser profissão eis que nem é registrada no Ministério do Trabalho.
Há tempo de entrar e tempo para sair...nada é eterno...
Dito isso:  Na década de 80 já tinha a “Síndrome de Janot”...
É isso aí...
helion verri
Enviado por helion verri em 09/09/2017
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